Cerrado, bioma para ser lembrado


No centro do Brasil, onde o sol é intenso;
O Cerrado vive. Com seu espaço rico e imenso.
Terra de plantas baixas e árvores retorcidas;

O lobo-guará, de pelos dourados,
Corre por todos os lados.
A anta pesada, que caminha devagar,
Deixa suas marcas no solo ao pisar.

O tamanduá, com sua língua comprida,
Busca formigas para serem sua comida.
Enquanto a onça-pintada, cheia de poder,
Se esconde nas sombras, sempre pronta para aparecer.

No Cerrado, as árvores são especiais,
Com raízes profundas, resistem aos temporais.
O pequizeiro e o buriti,
Guardam frutos que a fauna vai consumir.

A seca vem, a paisagem se desfaz,
E o fogo, natural, faz parte desse drama.
Mas as chuvas chegam e a vida renasce, as cores reaparecem e o verde se esparrama,
No Cerrado brilha o amarelo
do Ipê, quem é turista se encanta em  ver.
Mas não para por aí, há mais cores a se ver. 
O roxo, o rosa, o branco, cheios de flor, 
Encantam os olhos e revelam seu valor.

Mas o Cerrado, coitado, é esquecido, 
Nas aulas de Ciências, nem sempre é falado. 
Enquanto somente a floresta recebe total proteção, 
O Cerrado, tão rico, também aguarda nossa atenção.

Precisamos ensinar, cuidar e amar,
Mostrar que o Cerrado é um lugar para preservar.
Com sua fauna única e flora vibrante,
Precisamos proteger esse bioma deslumbrante.

Que o Cerrado seja sempre lembrado,
E que em todo canto seja falado. 



Ipê amarelo na Esplanada dos ministérios
 






Por: Beatriz Pereira Dantas Nunes






Poema escrito de forma autoral, com base na discussão da aula de hoje (14/08) sobre o nosso Bioma. 

Comentários

  1. Lindo! Gostei muito da poesia, das aulas no laboratório de biologia, e das conversas no laboratório de informática. Desejo que você mostre como o Cerrado é bonito e rico aos estudantes do ensino fundamental I do DF.

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